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    Pelo mundo

    Champagne

    Com muita influência alemã na gastronomia, a região tem como lemas boa comida, boa bebida e o tal... 'saber viver'

    Cristiana Couto, especial para o iG


    França - Champagne

    Um passeio de alguns dias pelo leste da França é a chave para entender a douceur de vivre tão prezada pelos franceses. É um pedaço do país cheio de tarefas. Tarefas deliciosas.

    Indispensáveis para quem vai à região de Champagne são as visitas às maisons, entre as quais as lendárias Möet & Chandon e Mercier. Muitas possuem caves subterrâneas, as chamadas crayères — por causa do solo de giz (craie, em francês), bastante calcário. É igualmente imprescindível descobrir a cidade de Reims e sua magnífica catedral, obra-prima da arquitetura gótica com 2 300 esculturas de santos e anjos.

    Opulenta e amigável, Alsácia-Lorraine é também uma região encantadora, delimitada pelas montanhas de Vosges, pelo rio Reno e pela Floresta Negra da Alemanha. Outra atração obrigatória: caminhar pela Petite-France, o charmoso bairro de Estrasburgo, de casas típicas com vigas aparentes de carvalho. Boa comida, boa bebida e savoir vivre (“saber viver”) são seus três princípios fundamentais. São imperdíveis, ainda, a famosa chucrute e a tradicional flammenküsche de Mulhouse.

    A região também produz vinhos brancos aromáticos e frutados. A forte influência alemã na gastronomia, entre outros aspectos, tem explicação. Uma pitada de história: a Alsácia-Lorraine foi integrada ao Sacro Império Romano-Germânico, até 1648. Em 1681, foi anexada à França. Retomada pelos alemães em 1870, foi devolvida em 1918, com o fim da Primeira Guerra Mundial, e reocupada por Hitler de 1940 a 1945.

    Embora o maior movimento de turistas seja durante o verão, quem se arriscar ao frio poderá apreciar as típicas feiras natalinas de rua, como a de Colmar, em que são servidas especialidades gastronômicas como o kouglof.

    Produtos e ingredientes da Champagne
    Vinhos da Champagne
    Pratos típicos da Champagne

    alt Ícone arquitetônico, a catedral gótica de Reims possui mais de 2 mil esculturas na decoração - Foto: Getty Images" alt A região de Champagne recebe mais turistas durante o verão. Na época de frio existem as tradicionais feiras natalinas - Foto: Getty Images" alt Para manter o vapor, o preparo do baeckehoffe é feito em panela selada e seu preparo dura cerca 3 horas - Foto: Getty Images" alt Com microcervejarias, a região da Alsácia é a principal produtora de cervejas da França - Foto: Getty Images" alt O repolho salgado e fermentado é a base da receita do choucroute alsacienne - Foto: Getty Images" alt Aguardente típica da região, a eau-de-vie pode ser feita de frutas como framboesa ou mirabelle - Foto: Getty Images" alt Originário da Europa Central, é na cidade de Ribeauville que o kugelhopf tem uma festa em sua homenagem - Foto: Getty Images" alt Toneladas de mirabelles da cidade de Lorraine, são consumidas frescas ou em geleia - Foto: Getty Images" alt Citados na literatura de Marcel Proust, as madeleines são assadas em formato de concha - Foto: Getty Images" alt O queijo munster leva o nome da sua cidade de origem, é cremoso e ideal para acompanhar os vinhos da região - Foto: Getty Images" alt A antiga receita do quiche lorraine é rechedade de produtos típicos do campo - Foto: Getty Images"

    Produtos e ingredientes de Champagne

    Boudin noir: o sabor especial desse famoso embutido é conferido por dois principais ingredientes: cabeça de porco e seu sangue. É encontrado em latas (como o Anne Rozès, do chef basco Christian Parra), mas os melhores estão no interior. Em Nancy, capital da Lorraine, para cada litro de sangue são somados 250 mililitros de leite e um quilo de cebola.

    Cervejas: além de vinhos, a Alsácia é a principal produtora de cervejas da França. As microcervejarias próximas a Estrasburgo produzem bebidas bastante populares, como a tradicional Kanterbräu, do tipo lager, cujo malte de cevada, que lhe confere sabor delicado, é misturado ao malte de trigo.

    Eau-de-vie (aguardente): nenhuma refeição na Alsácia fica completa sem uma aguardente local. Esses digestivos, de aroma potente, são feitos com frutas como framboesa, mirabelle e prunelle, um tipo de ameixa.

    Madeleines: bolinhos pequenos, inividuais, assados em formato de concha. No livro Em Busca do Tempo Perdido, o escritor Marcel Proust imortalizou as madeleines ao lembrar dos pedaços que sua tia Léonie lhe oferecia aos domingos pela manhã, depois de mergulhá-los em uma xícara de chá.

    Mirabelles: de sabor doce e delicado, são colhidas e vendidas durante seis semanas, a partir de meados de agosto. São deliciosas se frescas, em geleias ou recheio de tortas. Da família das ameixas, são cultivadas quase exclusivamente em Lorraine, que produz 15 000 toneladas anuais. A etimologia (“bonita de ver”) é explicada pela lenda da bela princesa Mira, mas acredita-se que a frutinha tenha origem na cidade de Mirabeau, no século 15. As quetsches são outro tipo de ameixa, de textura mais firme e polpa amarela. Ficam maduras em outubro e possuem os mesmos usos das mirabelles.

    Queijo munster: de aroma pronunciado e textura cremosa, esse queijo da cidade de Munster é companhia ideal de um aromático vinho alsaciano de uva gewürztraminer. Quando o queijo recém-produzido é misturado a creme fresco, alho e cebolas, dá origem ao bibalakas (ou bibalaskas), servido com batata frita ou cozida e salada verde.

    Vinhos da Champagne

    A fria e úmida região de Champagne é berço do vinho espumante mais célebre do mundo. O champagne, bebida associada a festas e comemorações, é feito por um método particular de produção que assegura a retenção de gás carbônico no interior da garrafa. Da combinação das diferentes uvas autorizadas para compor a bebida — a branca chardonnay e as tintas pinot noir e pinot meunier —, entre outros fatores (como as especificidades de cada vinhedo), saem os diversos estilos mantidos pelas casas francesas. O champagne é produzido em seis subregiões, com destaque para as montanhas de Reims (zona mais fria, concentrada na produção de pinot noir), para o vale do Marne (área da pinot meunier) e para a Côtes de Blancs, que abriga os principais vinhedos de chardonnay.

    Pratos típicos de Champagne

    Baeckehoffe (Baeckeoffe, Backenoff, Baekenofe): com várias grafias, a tradução literal desse ensopado de carnes à moda da Alsácia é “forno de padeiro”. A escritora e crítica gastronômica norte-americana Patrícia Wells conta, em seu já clássico Cozinha de Bistrô, que essa receita era preparada tradicionalmente às segundas-feiras pelas mulheres alsacianas. Era o dia em que “as donas de casa faziam a lavagem de roupa semanal e tinham pouco tempo para cozinhar”, conta a autora, que viveu vários anos na França. De manhã, as mulheres levavam para a boulangerie seus pratos de forno já preparados – os fornos eram caros, e só existiam em casas abastadas e padarias. Ali, o padeiro enchia o forno a lenha com esses diversos pratos de barro coloridos, pintados à mão. Na hora do almoço, com a roupa lavada, as mulheres iam buscar os pratos fumegantes para a refeição do dia. As carnes desse ensopado – carneiro, porco e vaca – são marinadas de véspera numa vinha-d’alhos (cenoura, cebola, tomilho, alho) feita com vinhos brancos locais – da uva sylvaner ou riesling, por exemplo. Depois, são colocadas na panela, untada com banha de porco e cobertas por batatas, cebolas e cenouras fatiadas, aproveitando-se a vinha-d’alhos. O longo cozimento do prato – cerca de 3 horas – costuma ser feito em uma panela com tampa selada por uma massa feita de água e farinha, para que o vapor não escape.

    Brochet farcis champenoise: o brochet (ou lúcio), é peixe comum no nordeste francês, apreciado pelos nobres medievais por sua natureza voraz. Usualmente feito « au beurre blanc » (molho à base de manteiga, creme de leite e redução de vinagre e vinho branco), em Champagne é recheado com pão, ovos, manteiga, creme de leite e temperos, guarnecido com cebolas e cenouras e regado ao vinho local.

    Choucroute alsacienne (chucrute alsaciano ou sauerkraut): o repolho salgado e fermentado, empregado na culinária alemã, é central em vários pratos alsacianos. Entre eles, o chucrute, servido com vários cortes de carne de porco e salsichas locais (de Montbéliard e Estrasburgo). O termo deriva do alemão sauerkraut (“erva azeda”). Ideal para tomar com o branco alsaciano, da uva sylvaner.

    Flammenküsche: a partir de 1960, esta receita alsaciana saiu do campo e invadiu os restaurantes. Se preparo é simples: originada das sobras da massa do pão, a flammenküsche é uma torta fina, assada em forno a lenha e recheada com creme de leite, cebola, bacon e queijo branco regional (bibeleskase). Variações modernas incluem cogumelos, presunto e gruyère.

    Kugelhopf (ou kouglof): originário da Europa central, ganha variações conforme o lugar. Na cidade alsaciana de Ribeauville, há uma festa anual em sua homenagem. A massa, de brioche, leva uvas passas, rum e amêndoas, e é cozida em fôrma canelada, de barro esmaltado (vendida nas lojas da cidade), cujo formato lembra um turbante.

    Potée lorraine: um tipo de cozido da Alsácia, que leva carne de porco, legumes, feijão branco e salsichas especificas do lugar, como as de Morteau e de Montbéliard. Acompanhamento : batatas

    Quiche lorraine: embora se tenha registros desta receita há 500 anos, a quiche lorraine só ganhou o mundo no século passado. Na Inglaterra, era inicialmente um prato não indicado aos homens «de verdade». Feita originalmente com massa de pão, manteve no recheio os ingredientes baratos e comuns que caracterizam a comida do campo: toucinho (frito, em cubinhos), ovos, creme fresco e leite.

    Tarte a l´oigon: uma variação da quiche Lorraine, a tarte a l’oigon tem a mesma massa desta (em francês, pâte brisée), sobre a qual são dispostos uma camada de cebolas em rodelas, levemente cozidas em manteiga, e um preparo à base de creme de leite e ovos. O prato tornou-se bastante popular no século 19.

    Bibliografia
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    DUCASSE, Alain. Grand Livre de Cuisine d'Alain Ducasse, Bistrots, Brasseries et Restaurants de Tradition, Editions Alain Ducasse, França, 2005.
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    Larousse do Vinho, 2ª edição, Larousse do Brasil, São Paulo, 2007.

    Sites consultados
    www.technoresto.org
    www.lacouronne.fr
    www.leviolondingres.com
    www.brasserielipp.com
    www.cortland.edu/flteach/civ/voyage/voyage.htm
    www.aftouch-cuisine.com/regions-de-france_l1.htm

    Pesquisa de fotos: Priscila Zuini, Junior Milério e Getty Images

     

     

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    L Chamadas de ganso Pata de vaca - Benefícios e propriedades - Remédio-Caseiro

    Pata de vaca - Benefícios e propriedades - Remédio-Caseiro Chamadas de ganso

    Pata de vaca – Benefícios e propriedades

    Uma das principais funções da pata de vaca é ajudar no tratamento de pessoas com diabetes

    A pata de vaca é uma planta medicinal que tem seus benefícios e propriedades usadas há centenas de anos pela população indígena e ribeirinha, a fim de tratar inúmeros sintomas e doenças.

    A planta também pode ser conhecida como mão de vaca, pata de boi e unha de boi, bauínia, capa bode, casco de burro, casco de vaca, ceroula de homem, miriró, mororó, pata de veado, pé de boi, unha de boi de espinho e unha de veado.

    Ela é cientificamente chamada de Bauhinia forficata e pode ter suas folhas encontradas tanto na natureza, como em lojas de produtos naturais e até mesmo em farmácias de manipulação.

    Benefícios e propriedades da pata de vaca

    A pata de vaca previne a anemia e trata doenças, como a gota

    Essa planta é conhecida como “insulina natural” pois ajuda a tratar diabetes (Foto: depositphotos)

    Uso medicinal

    A planta tem propriedades diuréticas, analgésicas, hipoglicemiante, depurativa, previne e trata anemia, problemas renais e urinários e reduz a concentração de colesterol.

    A pata de vaca ainda é capaz de tratar problemas na vesícula, fígado, baço e estômago, diarreia, doenças cardíacas, prisão de ventre, hemofilia, gota, hipertensão arterial e cálculos na bexiga.

    Pata de vaca para diabetes

    Conhecida na medicina alternativa como “insulina vegetal“, uma das principais funções da pata de vaca é ajudar no tratamento de pessoas com diabetes.

    A planta tem capacidade de reduzir níveis de açúcar do sangue e aumentar a interação da insulina com as células, o que estimula a degradação da glicose, evitando que ela fique circulando no sangue por muito tempo.

    As folhas da pata de vaca também têm propriedades capazes de diminuir os níveis de triglicerídeos e colesterol total, algo que beneficia diretamente no tratamento da diabetes mellitus tipo II.

    Veja também: Diabetes: mitos e verdades sobre a doença que afeta milhões

    Alguns sintomas da diabetes, como o aumento do volume urinários, distúrbios renais e outros problemas do trato urinário, podem ser controlados com o consumo da planta.

    Pata de vaca emagrece?

    Devido aos efeitos hipoglicemiante e diurético da pata de vaca é possível usar a planta como auxílio para perder peso. Mas para esse efeito, a ingestão do chá deve ser acompanhada por um nutricionista, combinada com uma dieta leve e a prática diária de exercícios físicos.

    O uso popular da pata de vaca

    Para usufruir dos benefícios e propriedades da pata de vaca são usadas as folhas, flores, cascas e caule da planta.

    A decocção da casca do tronco e ramos da pata de vaca tem uma ação expectorante. A infusão das flores da planta tem propriedades purgativas.o chá das folhas é um excelente diurético natural e hipoglicemiante.

    É preciso ter uma atenção especial no uso da raiz da planta, pois ela é considerada venenosa. Entretanto, se usada na dosagem certa, ela tem uma potente ação vermífuga.

    Como potencializar o uso medicinal

    Para deixar os efeitos medicinais da pata de vaca ainda mais potentes, indica-se que as folhas da planta sejam colhidas antes da floração e que sejam secas à luz do sol.

    Veja também: Este suco natural pode controlar e prevenir diabetes. Confira

    Como preparar chá de pata de vaca

    Ingredientes

    • 2 folhas de pata de vaca;
    • 400 ml de água.

    Modo de preparo

    Lave bem as folhas da planta e depois pique-as. Coloque-as em um recipiente junto com a água e em seguida leve ao fogo. Quando o líquido atingir a fervura, aguarda aproximadamente cinco minutos e desligue o fogo. Deixe o recipiente abafado até o chá amornar. Em seguida, coe e consuma a bebida. O indicado é consumir duas xícaras por dia.

    Banho com folhas de pata de vaca

    O banho feito com a erva ferve como um excelente cicatrizante, especialmente em pacientes que possuem diabetes e têm maior dificuldade na cicatrização.

    Para isso, prepare uma quantidade maior do chá (a cada 200 ml de água será usada duas folhas da planta) e use a solução na hora do banho. O tratamento pode ser feito diariamente até que a ferida se feche.